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terça-feira, 24 de março de 2009

On the Head of a Pin

And it is written that the first seal shall be broken when a righteous man sheds blood in hell. As he breaks, so shall it break.

Para mim este o melhor episódio da temporada. Quando acabei de o ver fiquei de queixo caído, coisa que não me acontece facilmente.

Mas vamos por partes. Os anjos estão a ser assassinados, e os anjos pedem a Dean para torturar Alastair em busca de respostas. Já se sabe que nada de bom pode sair daí.

Enquanto esta inversão de papeis acontece, Sam é deixado sozinho e pede ajuda a Ruby para encontrar o irmão. Este expressa preocupação por Dean, que não tem forças suficientes para o trabalho que tem em mãos, e pede a Ruby mais uma dose que o torne mais forte. E assim descobrimos um dos grandes mistérios desta temporada, o que anda Sam a fazer com Ruby de forma a aumentar os seus poderes: a beber o seu sangue.

Isto faz perfeito sentido, visto que Sam conseguiu os seus poderes através do sangue de Azazel (o demónio dos olhos amarelos). Mas haverão consequências, de certeza absoluta. Logo quando vemos Sam no carro, os olhos dele ficam negros por uns momentos. Parece que o Sam está a passar para o lado negro! Eu estou à espera disso desde Born Under a Bad Sign. Vamos ver como esta linha de argumento se desenrola nos próximos episódios.

Entretanto a tortura a Alastair está a ser levada a cabo por Dean. E tenho de dizer que o actor de está a representar Alastair é dos melhores que já tive oportunidade de ver nesta série. Alastair é sarcástico, mordaz e parece estar no controlo durante todos os momentos, mesmo quando está a ser torturado! Para não falar no sotaque, que lhe assenta na perfeição.

Durante a tortura vemos um cano que começa a pingar sobre a armadilha e que acaba por a quebrar quando Alaistar lança a segunda bomba da noite: que Dean ter torturado almas no inferno despoletou a quebra do primeiro selo. E mais, que era suposto ser o pai a ocupar esse lugar, mas este resistiu até ser libertado, e que sem se quebrar o primeiro selo nenhum outro poderia ser quebrado… portanto Dean será, em última análise, o responsável pelo renascer de Lúcifer. WOW!

Enquanto Dean (e eu, já agora!) se está a recompor desta revelação Alastair liberta-se e tenta matá-lo. Tentativa gorada por Castiel, que também não é rival à altura e está quase a ser enviado de volta para o céu quando Sam entra em acção.

Este, para além de conseguir extrair a confissão de Alastair de que os demónios nada têm haver com a morte dos anjos, não o exorciza… mata-o, apenas com o seu poder. E já vão três momentos em que fico de queixo caído durante este episódio.

Dean fica realmente em mau estado e vemo-lo no hospital, onde Sam pede a Castiel que cure o irmão, que realize um milagre. Castiel começa finalmente a duvidar sobre a forma como tudo se passou e pede ajuda a Anna, que lhe explica muito bem o conceito de dúvida e de free will.

Castiel conversa então com Uriel, acabando este por revelar que está por trás das mortes. Os anjos que morreram foram simplesmente os que não se quiseram converter de forma a ajudar a vinda de Lúcifer e a destruição dos humanos. É claro que há uma luta e Castiel é salvo por Anna.

Numa cena final bastante comovente vemos Castiel à cabeceira de Dean e temos direito à última e mais forte revelação da noite: os anjos salvaram Dean do inferno porque quem iniciou a vinda do apocalipse é também a única pessoa que o pode parar.

E acabamos com a confissão de Dean que não tem forças suficientes para continuar, que os anjos têm de arranjar outra pessoa. Que ele não é capaz de fazer o que lhe estão a pedir.

Para além de termos muitas revelações neste episódio, foi também muito emocional e com muito boas actuações. Definitivamente o melhor episódio até agora. Eu que achava muito difícil superar Lazarus Rising e afinal ele foi suplantado ainda nesta temporada! Caminhamos a passos largos para um final de temporada bombástico, especialmente porque a série foi confirmada bem cedo para a próxima temporada, o que deixou uma maior liberdade criativa aos escritores.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Death Takes a Holiday

Depois de mais de um mês de hiato, Supernatural volta em grande.

A minha primeira reacção ao ver o título do episódio foi “Olha, andaram a ler Saramago!”. Mas as semelhanças entre o episódio e As Intermitências da Morte ficam-se pelo facto da morte não estar a acontecer num determinado local.

No episódio Sam e Dean deparam-se com uma pequena cidade onde, há alguns dias, ninguém morre. Não há uma causa aparente para este facto, nada de fontes de desejos, contratos com demónios… parece que o Grim Reaper responsável pela cidade simplesmente tirou férias! Ou foi raptado, porque matar um parece ser um dos selos. Como os Reapers se movem numa dimensão diferente, a dos espíritos, invisível aos humanos (vivos), a única maneira de saber o que se está a passar é entrar nessa dimensão. Ou seja, através de projecção astral! E quem melhor para os ajudar a fazer isso do que Pamela?

É na dimensão dos espíritos que a acção se desenrola. Os irmãos encontram a última vítima da cidade, um miúdo que morreu por causa de um ataque de asma. Ele continua por cá porque o Reaper que lhe ia colher a alma foi raptado por fumo negro. Aparece então um segundo Reaper, nosso conhecido de um bastante tempo atrás: Tessa. Que entretanto também é raptada! Bonito, hum? Os irmãos sabem onde eles estão, mas têm de se preparar para enfrentar os demónios, pois como estão fora da sua dimensão não têm armas nem poder.

Este é um dos momentos cómicos do episódio, em que o miúdo os ensina como fazer as coisas que os fantasmas normalmente lhes fazem a eles, numa onde muito à Momento da Verdade.

Depois de preparados, os irmãos enfrentam o demónio que raptou os Reapers: Allastair. Foi um confronto interessante, que acabou com o demónio a ser capturado pelos anjos. Uma boa reviravolta, em especial por Castiel estar a manipular os irmãos a aceitarem aquele trabalho.

Durante a luta Pamela é atacada por um lacaio de Allastair e acaba por morrer assim que Tessa volta ao activo. Foi um momento bastante intenso, não só por ela ser uma óptima personagem que tenho pena de ver partir, mas também por causa do seu comentário ao poder de Sam. As intenções de usar o poder podem realmente ser boas, mas daí não vai sair nada de bom.

Este não foi um episódio espectacular, mas bastante bom. Foi extremamente interessante ver os irmãos do outro lado do espelho, a sofrerem o que normalmente infligem aos espíritos que caçam. Foi também bom voltar a ver Tessa e a sua interacção com Dean.

Ainda está bem presente a tensão do confronto do episódio passado, e penso que esta não irá diminuir até ao final da temporada. Prepara-se um final bem negro… exactamente como eu gosto!

Venha o próximo episódio, On the Head of a Pin. Eu cá estarei à espera.

 
Autenticao Moblig