Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de dezembro de 2009

Twilight

Comecei a ler Twilight por recomendação de algumas amigas, duas delas com gostos muito semelhantes aos meus e em quem costumo confiar para experimentar autores.

Como e suposto este livro ser bastante viciante guardei-o propositadamente para a minha longa viagem para casa. Seis horas de voo, outras tantas de espera no aeroporto para o transbordo e mais duas no ultimo voo deviam dar para ler o calhamaço, pensei eu. E realmente não fiz mal as contas, o problema foi mesmo ter achado a parte final do livro tão... inverosímil, digamos assim, que preferi passar as ultimas horas de espera no terminal a ouvir musica. Depois de estar em casa há uns dias respirei fundo e peguei no livro para o acabar. E deixei passar mais uns dias antes de escrever algo aqui  ;)

A escrita e bastante simples, o que funciona porque a historia e contada do ponto de vista de uma adolescente. E bem encadeada, fluida e realmente tem o seu que de viciante, em especial nos primeiros capítulos.

A personagem principal, Bella, deve conseguir apelar a quase todas as mulheres. Quem nunca passou pela fase awkward na adolescência? E fácil identificarmo-nos com ela, em pelo menos algumas características. E Edward e descrito para, propositadamente, nos despertar a curiosidade. E enquanto andam os dois no jogo do gato e do rato, gosto de ti, não gosto, quero, não quero esta e uma historia típica de namoro adolescente (mesmo sendo entre uma humana e um vampiro). Boa para entreter, que apela ao que se sentiu nessa altura da vida.

Mas, aos poucos, houve coisas que me começaram a chatear. A obsessão que tanto Bella como Edward demonstram e arrepiante. E por exemplo o Edward a dizer que espiava a Bella enquanto ela dormia (e ela a achar totalmente normal) e ela a querer ser transformada em vampira por causa dele (que afinal conhece há que, um par de meses?). E tudo isto a ser passado por um amor totalmente normal na historia. A minha suspensão de descrença só vai ate certo ponto...

E a parte que me fez largar o livro foi mesmo a fuga para onde a Bella vivia e tudo o que dai advém. Para alem de nem termos direito a ver os vilões explorados, so temos parvoíce atrás de parvoíce. E acabamos de uma forma totalmente anticlimática, ao não vermos o vilao a ser derrotado.

E já nem vou comentar a cena final no hospital ou do baile. Eu ai já só estava contente por estar a acabar, porque só me apetecia dar estaladas a Bella. E eu nem sou de me irritar com personagens, mas esta miúda tirou-me do serio umas quantas vezes durante a parte final.

Enfim, perspectivas para os próximos livros. Hei-de os ler, eventualmente. Nem que seja para me rir um bocado, porque pelas descrições que encontrei pela net esta saga transforma-se numa comédia. Pode ser que os encontre baratinhos na loja em segunda mão, ou mesmo na biblioteca.

Twilight - 13 em 20.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Feira do Livro

Hoje aproveitei o dia de folga para ir com a Tânia (que espreita o meu blog de vez em quando!) almoçar à baixa e proceder a uma das nossas tradições anuais: rumar à Feira do Livro!

Este é um dos meus dias do ano preferidos =) Sim, é verdade. Tenho um problema com livros e admito-o! Não quero é fazer nada para o alterar ;)

Adoro andar com a Tânia a revirar as banquinhas dos livreiros e procurar pequenas jóias esquecidas. Este ano não comprei muita coisa lá, porque os preços não estavam tão baixos como é costume. Posso não me importar de dar 3€ por um livro com a capa riscada ou manuseada (até porque quando eu o ler vai ficar nesse estado de certeza…) mas 5 ou 7€ já acho um bocadinho puxado. E este ano não havia grande coisa abaixo dos 5€ =( Felizmente os que eu comprei estavam em bom estado e vi-os depois à venda nas editoras por quase o dobro do preço. Portanto ainda fiz bom negócio.

Outra banca que adoro é a da Saída de Emergência. Livros de fantasia ao pontapé e oferta de um livro por cada dois que se compre. Ah… o difícil foi escolher só dois livros (até porque tinha de guardar dinheiro para as outras editoras que queria ver).

Outra das minhas bancas bem queridas é a Editorial Presença, que também tem livros de fantasia a preços simpáticos (quem edita Neil Gaiman por cá só pode ser fixe!) e oferece um vale de desconto de 5€, para compras pelo site.

Uma breve passagem pelo bloco da Leya também me valeu uns belos minutos a olhar para a reedição das obras de Agatha Christie. Não costumo comprar livros pela capa, mas admito que estas estavam muito apelativas. E sendo Agatha Christie uma das minhas escritoras favoritas, é claro que tive de trazer um para casa. Foi mais forte que eu ;)

Assim, vieram morar comigo:

Carbono Alterado, de Richard Morgan (SdE)

Sangue Fresco, de Charlaine Harris (SdE)

Filha do Sangue, de Anne Bishop (SdE – oferta)

Danças e Contradanças, de Joanne Harris (Livreiro)

Visto do Céu, de Alice Sebold (Livreiro)

Máscaras de Matar, de Léon Arsenal (Presença)

Coraline e a Porta Secreta, de Neil Gaiman (Presença)

As Dez Figuras Negras, de Agatha Christie (Leya)

Como estou a fazer a Biblioteca Sábado, comprei ainda Terra de Neve de Yasunari Kawabata, mas fora da feira.

Quero ainda apontar que gostei bastante da alteração do horário. Estarem abertos desde a hora de almoço foi das melhores coisas que fizeram. Todos os anos lá estava eu com a Tânia, abancadas à espera da abertura da feira. Desta vez foi começar numa ponta e acabar noutra. Com paragem a meio caminho para o gelado da praxe, claro ;) Não houve olhar para o relógio para ver quando abre, nem para despachar as últimas bancas por causa de apanhar os transportes antes da hora de ponta.

Também pela segunda vez fui para a feira munida de mochila e sem aceitar sacos de plástico. Se viram uma moreninha com uma mochila laranja carregada, muito provavelmente era eu! Este ano só trouxe um saco de plástico para casa (foi impingida com o saco da Leya…) o que foi muito bom. Consegui também que a senhora da SdE olhasse para mim com ar meio chocado e me perguntasse se assim os livros não se estragavam. Ainda me ri um bocado e disse à senhora que eles ficavam bem acondicionados, que eu estava habituada a fazer aquilo!

Considerando que os meus livros são bichos de transporte e não de estante, hão-de ficar num estado bem pior quando eu os acabar de ler. E chegaram a casa sãos e salvos, posso garantir ;)

Para o ano também cá quero estar por esta altura, nem que seja só para passear pela feira. Há certas tradições que têm de ser mantidas! Não é, Tânia? ;)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

79ª Feira do Livro de Lisboa

Feira do Livro Lisboa _09_mupi

Amanhã abre a Feira do Livro de Lisboa. E eu só vou poder ir na última semana =(

Também não posso levar muitos livros para o Canadá, é um facto. Há prioridades, e com o limite de peso tenho de pensar é na roupinha!

Mas Feira do Livro… bancas dos livreiros… hum… =)

É mais forte do que eu!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia do Livro

Dia Mundial do LivroEu, como bookworm que sou, não podia deixar de referir que hoje é Dia Mundial do Livro!

A quem passa neste cantinho, lanço um desafio: deixem um umas linhas sobre o último livro que leram nos comentários.

Eu hoje acabei de ler “A Jangada de Pedra”, de Saramago. O comentário há-de cá vir parar, eventualmente. Quando eu tiver tempo para o escrever =P

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O meu país inventado

Isabel Allende é a minha escritora preferida. Entre personagens excêntricas e ambientes envolventes, os seus romances são uma delícia de ler.

Em O meu país inventado não temos um romance, mas sim uma mistura entre biografia e ensaio. Dois acontecimentos levaram a autora a escrever este livro, um comentário por parte do neto e uma pergunta durante uma conferência sobre o papel da nostalgia nos seus romances.

Assim temos a visão pessoal da autora sobre o Chile onde cresceu, as suas pessoas, costumes e política. Temos também uma autobiografia sobre partes da sua vida e a sua família.

Tem partes muito interessantes, especialmente sobre a história de família e alguns dos hábitos tipicamente chilenos. No geral é um livro interessante, que se lê de um fôlego.

Continuo no entanto a preferir os seus romances. Neste livro vemos pequenos “instantâneos” de locais e pessoas ao longo do tempo, enquanto que nos seus romances temos a oportunidade de seguir a fundo o destino dos personagens, tornando-os mais envolventes.

domingo, 8 de março de 2009

Sputnik, meu amor

sputnik

Este é segundo livro de Murakami que leio. Já li Kafka à beira-mar, e tenho Crónica do Pássaro de Corda em lista de espera.

A história gira em torno de três personagens: K, Sumire e Miu. K é o narrador, professor primário apaixonado por Sumire desde que se conheceram na faculdade e seu melhor amigo e confidente. Sumire é uma jovem aspirante a escritora, que desistiu da faculdade e leva uma vida dedicada à escrita. Nunca sentiu nada por K para além de amizade, e nunca se apaixonou até conhecer Miu. Esta última é uma mulher de meia-idade, casada e bem na vida que, para além de ajudar a gerir a empresa que era do pai, tem um negócio de importação de vinhos.

O encontro de Sumire e Miu, e a consequente paixão, é catalisador de todos os acontecimentos. Miu convida Sumire para trabalhar como sua secretária, o que a leva a viajarem juntas à Europa, em negócios. Durante a viagem depara-se-lhes a oportunidade de tirar uns dias de férias numa pequena ilha grega, que ambas aceitam prontamente. Durante essas férias Sumire desaparece, após confessar os seus sentimentos a Miu. Esta chama então K para a ajudar na busca por Sumire.

Murakami tem como sua imagem de marca o realismo mágico. Durante a primeira metade da história, até à viagem de Sumire, este estilo não está muito patente, apenas se revelando após a chegada de K à ilha. Não acho que esta divisão tenha resultado muito bem. Teria sido melhor integrar o surrealismo em toda a história, de modo a torná-la mais coesa.

Gostei muito do final, que é relativamente aberto. Estaria realmente Sumire a tentar voltar ao lado de cá, ou seria apenas a imaginação de K, movida pela saudade?

Achei um livro pouco acima média. Se este fosse o meu primeiro contacto com Murakami não ficaria muito tentada a ler algo mais deste autor.

Como esse não é o caso, vou insistir na restante obra.

terça-feira, 3 de março de 2009

Os Apanhadores de Conchas

“Depois de ter estado às portas da morte por um enfarte, Penelope Stern, filha de um pintor de fama internacional, começa a ver a vida com outros olhos. A sua estabilidade afectiva está ligada a uma série de acontecimentos ocorridos no passado. Conviveu com as suas sequelas dolorosamente, mas agora está disposta a recapitular… Decide voltar à Cornualha, onde decorreu a sua juventude, e não desistirá enquanto não conseguir compreender a sua própria história bem como a dos membros da sua família. Nesse passado ocupa um lugar importante um quadro pintado pelo seu pai, «Os Apanhadores de Conchas», que agora desperta o interesse dos seus filhos pelo seu valor económico…”

Quando comecei a fazer a colecção de livros da revista Sábado este foi um dos livros que mais me chamou a atenção. Não estava no alinhamento inicial e nunca tinha lido nada sobre ele ou a autora, enquanto que no caso dos outros livros conhecia um ou outro. Quando finalmente me chegou às mãos fiquei encantada com a capa.

Se nessa altura já estava intrigada, mais fiquei ao ler esta crítica na Estante de Livros. Decidi então que este seria o meu próximo livro a ler.

A narrativa gira em torno de Penelope, uma mulher independente com três filhos adultos, desde o momento em que volta a casa após ter sofrido um ataque cardíaco. A história situa-se em dois momentos distintos. No presente, na década de 80, e no passado, durante a época da II Guerra Mundial.

Durante o presente seguimos o quotidiano de Penelope enquanto esta lida com as consequências do enfarte, quer no modo como os seus filhos encaram agora o facto de ser independente e viver sozinha, quer na própria maneira com que lida com a sua vida. Essas reflexões levam-nos frequentemente ao passado, onde revivemos os momentos que moldaram Penelope na mulher que agora conhecemos.

Durante toda a história conhecemos personagens palpáveis e interessantes. Para mim são de destacar Olivia, Antonia e Danus, pela sua complexidade e pela facilidade com que me conseguiram cativar.

A parte final é bastante emocional e cheguei mesmo a ter de conter algumas lágrimas, coisa que raramente me acontece. Felizmente o final em si tem um tom optimista que faz todo o sentido face à narrativa.

No fundo esta livro é um ode à vida. Ensina-nos que para viver é preciso arriscar, cometer erros, sofrer tristezas, celebrar alegrias… abarcar tudo o que é bom e ao mesmo tempo tudo o que é mau. Porque só assim a vida faz sentido.

É um livro que me tocou e penso que me vai ficar na memória durante bastante tempo.

Recomendo.

 
Autenticao Moblig